sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

ESPACO PARA O MESTRE MANUEL BANDEIRA

                   DESENCANTO
    Eu faco versos como quem chora
    De desalento de desencanto....
    Fecha o meu livro, se por agora
    Nao tens motivo nenhum de pranto


    Meu verso e sangue. Volupia ardente...
    Tristeza esparsa... remorso vao ...
    Doi-me nas veias. Amargo e quente
    Cai gota a gota, do coracao


    E nesses versos de angustia rouca
    Assim dos labios a vida corre
    Deixando um acre sabor na boca


    Eu faco versos como quem morre         


                                                Manuel Bandeira



2 comentários:

  1. nossa lulu...
    hoje vc tá caindo MATANDO...
    Manuel Bandeira, e logo o mais dramático dos poemas...
    já eu vivo como quem sonha...

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  2. ENTAO, PRA COMBINARMOS,
    JA EU, SONHO COMO QUEM VIVE!!
    LEGAL SEU COMENTARIO LULUZINHA!!

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